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Palestra do Programa de Bem-estar Financeiro aborda educação financeira para crianças

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22/10/2026
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Equipe sbprev
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Educação Financeira

Em outubro, mês das crianças, o Programa de Bem-estar Financeiro da sbprev dedicou sua nova palestra on-line a um assunto que costuma ficar fora da conversa em família: como ensinar crianças a lidar com dinheiro. Realizada em 14 de outubro, a palestra "Educação Financeira para Crianças" foi conduzida pela planejadora financeira Adriana Maluf e reforçou uma ideia central: educação financeira vai muito além da mesada e do cofrinho. É, antes de tudo, aprender a fazer escolhas.

O dinheiro que ninguém vê

Adriana Maluf abriu a palestra com uma pergunta à plateia: qual sentimento vem à sua mente quando você pensa em dinheiro? Medo, culpa, dúvida. Para ela, a relação da criança com o dinheiro começa muito antes da primeira mesada, e passa, sobretudo, pelo exemplo dos adultos.

"Para a criança, o dinheiro parece mágico", afirmou. Pix, cartão, aplicativos e compras dentro de jogos tornaram o dinheiro invisível, instantâneo e aparentemente ilimitado. O papel de pais, mães e responsáveis é construir a ponte: mostrar que, por trás de tudo o que é intangível, existe uma origem, um valor e um limite. "A criança precisa saber de onde vem o dinheiro."

A infância como laboratório protegido

A palestrante defendeu que a infância é o momento mais valioso para experimentar, errar e aprender com o adulto por perto, mas sem superproteção. Perder R$ 20 aos 10 anos ensina mais, e custa menos, do que perder R$ 20 mil aos 25. A família ensina o tempo todo: pelo que fala, pelo que faz e pelo que permite que a criança vivencie.

Entre as habilidades a desenvolver, destacou o autocontrole, a espera e o planejamento, a escolha consciente e o pensamento crítico diante da publicidade. E lembrou que desejo e necessidade não são a mesma coisa: "eu quero não significa eu preciso". O "não" dito com contexto, alternativa e afeto ensina limites, prioridade e frustração, bem diferente do "não porque eu disse não".

Dicas que cabem na rotina

  • Mesada é ferramenta, não sinônimo de educação financeira. Uma referência é dividir em três partes: usar, guardar e compartilhar.
  • Potes dos desejos: transformar o "eu quero" em um objetivo visível e acompanhável.
  • Rituais que criam hábito: o domingo do dinheiro, o diário financeiro e o álbum de conquistas.
  • Orçamento antes de sair de casa: na loja de brinquedos e no mercado, definir o valor e deixar a criança escolher dentro dele.
  • Participar do pagamento: pegar o cartão, digitar a senha, ler o QR Code do Pix. Assim o dinheiro volta a ser real.
  • Trocar julgamentos por perguntas: "o que fez você escolher isso?", "valeria a pena ter comprado outra coisa?", "você ainda vai querer isso amanhã?".

Adriana também chamou atenção para o peso da chamada parentalidade intensiva, que leva famílias a comprometer o orçamento para acompanhar um padrão que não é o seu. "A educação financeira dos filhos precisa respeitar a realidade financeira dos pais."

Na mensagem de encerramento, deixou o que considerou o principal legado: "A semente mais poderosa que plantamos não é o dinheiro que deixamos para os nossos filhos. É a relação que construímos com eles sobre esse dinheiro."

Sorteio do Din Din

Como anunciado no convite, o encontro terminou com o sorteio de três mascotes Din Din em pelúcia entre os participantes. Os ganhadores foram:

1º Francisca de Abreu Silva

2º Fernando Augusto de Souza

3º Angela Nadia Granja Silva

Assista à gravação

A palestra foi gravada e já está disponível na área sbprev play, na categoria #Bem-esta Financeiro. Acesse agora aqui!

Programa Bem-Estar Financeiro

Para conhecer outras iniciativas, conteúdos e ferramentas que ajudam a cuidar melhor das finanças, acesse a página do Programa de Bem-estar Financeiro da sbprev.

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